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Carta dos Movimentos Sociais ao Presidente Lula

Tiago Paixão | 30 30UTC November 30UTC 2008 | 16:45

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Em reunião convocada pela Secretaria-Geral da Presidência da República entre o Presidente Lula e Movimentos Sociais e ONGs, foi entregue ao governo Lula no dia 26/11 uma carta assinada por cerca de 60 entidades contendo preocupações e propostas sobre situação social e econômica do país A reunião aconteceu desde às 15h horas no Palácio do Planalto, contando também com a presença dos ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral), Dilma Roussef (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).

Leia a carta:

Presidente Lula,

Cumprimentamos o Governo Federal pela iniciativa de ouvir os movimentos sociais e sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, diante do grave quadro de crise que já se faz sentir, e que - tudo leva a crer – se aprofundará sobre nossa economia, nossa sociedade e em especial sobre o povo brasileiro.

Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o Governo Federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro do capital.

O conjunto dessas propostas se insere no espírito geral, de que devemos aproveitar a brecha da crise para mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal, e ir construindo um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado em outros parâmetros, sobretudo na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno.

Nossa preocupação fundamental é aproveitar para que nessa mudança se logrem medidas concretas que visem melhorar as condições de vida de nosso povo, garantindo os direitos à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade em todos níveis, à moradia digna, ao acesso à cultura e às reformas urbana e agrária.

Infelizmente, a maioria do nosso povo não tem acesso a esses direitos básicos. Sabemos que poderosos interesses dos capitalistas locais, das empresas transnacionais e, sobretudo do sistema financeiro, concentra cada vez mais riqueza, renda, e impedem que nosso povo usufrua da riqueza por ele produzida.

Já estamos cansados de tanta dominação capitalista, e agora assistimos às crises financeiras e à ofensiva dos interesses do império que controla as riquezas naturais, minerais, a água, as sementes, o petróleo, a energia e o resultado de nosso trabalho.

Diante disso, queremos apresentar-lhe algumas propostas concretas para que possamos resolver, de fato, os problemas do povo, e impedir que de novo as grandes empresas transnacionais e os bancos transfiram para o povo o custo da crise:

Propostas de articulações internacionais:

1. Defendemos como resposta à crise o fortalecimento da estratégia de integração regional, que se materializa a partir dos mecanismos como: MERCOSUL, UNASUL e ALBA.
2. Apoiamos medidas como a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais, como recentemente fizeram Brasil e Argentina, e sugerimos que esta medida deva ser adotada pelo conjunto dos países da América Latina.
3. Defendemos a consolidação o mais rápido possível do BANCO DO SUL, como um agente que promova o desenvolvimento regional e que auxilie o crescimento do mercado interno entre os paises da América Latina e como um mecanismo de controle de nossas reservas, para impedir a especulação dos bancos, do FMI, e dos interesses do capital dos Estados Unidos.
4. Nós afirmamos que a atual crise econômica e financeira é de responsabilidade dos países centrais e dos organismos dirigidos por eles, como a OMC, o Banco Mundial e o FMI. Defendemos uma nova ordem internacional, que respeite a soberania dos povos e nações.
5. Pedimos vosso empenho e compromisso pela retirada imediata de todas as forças estrangeiras do Haiti. Nenhum país da América Latina deve ter bases e presença militar estrangeira. Propomos, em seu lugar, a constituição de um fundo internacional solidário para reconstrução econômica e social daquele país. Apresentamos também nossa oposição à reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos em águas da América Latina.

PROPOSTAS DE POLITICAS INTERNAS

1. Controlar e reduzir imediatamente as taxas de juros.

2. Impor um rigoroso controle da movimentação do capital financeiro especulativo, instituindo quarentenas e impedindo o livre circular, penalizando com elevados impostos suas ganâncias.

3. Defendemos que todos os governos devem utilizar as riquezas naturais, da energia, do petróleo, dos minérios, para criar fundos solidários para investir na solução definitiva dos problemas do povo, como direito ao emprego, educação, terra e moradia. Para isso, o governo brasileiro precisa cancelar imediatamente o novo leilão do petróleo, marcado para dia 18 de dezembro.

4. O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha e desgastada orientação do FMI - um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais, na construção de transporte publico e de moradias populares para a baixa renda, dando assim uma grande valorização à reforma urbana e agrária, incentivando a produção de alimentos pela agricultura familiar e camponesa. É preciso investimentos maciços, na construção de escolas, contratação de professores para universalizar o acesso à educação de nossos jovens, em todos os níveis, em escolas públicas, gratuitas e de qualidade.

5. Defendemos que o governo estabeleça metas para a abertura de novos postos de empregos, a partir de um amplo programa de incentivo à geração de empregos formais, em especial entre os jovens. Reajustar imediatamente o salário mínimo e os benefícios da previdência social, como principal forma de distribuição de renda entre os mais pobres.

6. Controlar os preços dos produtos agrícolas pagos aos pequenos agricultores, implantando um massivo programa de garantia de compra de alimentos, através da CONAB. Hoje, as empresas transnacionais que controlam o comércio agrícola estão penalizando os agricultores, reduzindo em 30%, em média os preços pagos do leite, do milho, dos suínos e das aves. Mas, no supermercado, o preço continua subindo.

7. Revogar a Lei Kandir e voltar a ter imposto sobre as exportações de matérias primas agrícolas e minerais, para que a população não seja mais penalizada, para estimular sua exportação.

8. O governo federal não pode usar dinheiro público para subsidiar e ajudar a salvar os bancos e empresas especuladoras, que sempre ganharam muito dinheiro e agora, na crise querem transferir seu ônus para toda sociedade. Quem sempre defendeu o mercado como seu “deus-regulador” , agora que assuma as conseqüências dele. Nesse sentido os bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) deveriam estar orientados não para socorrer o grande capital e sim para o benefício de todos os povos.

9. Reduzir a jornada de trabalho, em todo o país e em todos os setores, sem redução de salário, como uma das formas de aumentar as vagas. E penalizar duramente as empresas que estão demitindo.

10. A mídia permanece concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos. Este quadro reforça a difusão de um pensamento único que privilegia o lucro em detrimento das pessoas e exclui a visão dos segmentos sociais e de suas organizações do debate publico. Para reverter esta situação e colocar a mídia a serviço da sociedade, é preciso ampliar o controle da população sobre as concessões de rádio e TV, fortalecer a comunicação pública e garantir condições para o funcionamento das rádios comunitárias, acabando com a repressão sobre elas. Por tudo isso, é urgente que o governo federal convoque a Conferencia Nacional de Comunicação.

11. Para garantir os territórios e a integridade física e cultural dos povos indígenas e quilombolas como determina a Constituição, o Governo Federal deve continuar demarcando as terras e efetivando a desintrusão desses territórios em todo o país, sem ceder às crescentes pressões dos setores antiindígenas - tanto políticos, como econômicos. Na luta por seus direitos territoriais, os povos indígenas e quilombolas têm enfrentado a violência e a discriminação cada vez mais forte em todo o país. Chamamos especial atenção, nesse momento, para a urgência de se demarcar as terras tradicionais do povo indígena Guarani Kaiowá que vive no Mato Grosso do Sul. Atualmente, eles estão confinados em ínfímas porções de terra e, principalmente por causa disso, há um alto índice de suicídios entre o povo.

12. Realizar a auditoria integral da dívida pública para lançar as bases técnicas e jurídicas para a renegociação soberana do seu montante e do seu pagamento, considerando as dívidas histórica, social e ambiental das quais o povo trabalhador é credor.

13. Defendemos uma reforma política que amplie os espaços de participação do povo nas decisões políticas. Uma reforma não apenas eleitoral, mas que amplie os instrumentos de democracia direta e participativa.

14. Em tempos de crise, há uma investida predatória sobre os recursos naturais como forma de acumulação fácil e rápida, por isso não podemos aceitar as propostas irresponsáveis de mudanças na legislação ambiental por parte dos representantes do agronegócio, que pretende reduzir as áreas de reservas legais na Amazônia e as áreas de encosta, topo de morros e várzeas no que resta da Mata Atlântica. Propomos a criação de uma política de preservação e recuperação dos biomas brasileiros.

15. Contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais. Pelo fim da violência e pelo livre direito de manifestação dos que lutam em defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais dos povos.

Esperamos que o governo ajude a desencadear um amplo processo de debate na sociedade, em todos os segmentos sociais, para que o povo brasileiro perceba a gravidade da crise, se mobilize e lute por mudanças.

Atenciosamente,

* Assinam:

Via Campesina
Assembléia Popular - AP
Coordenação dos Movimentos Sociais - CMS
Grito dos Excluídos Continental
Grito dos Excluídos Brasil
Associação Nacional de Ong’s - ABONG
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Central Única dos Trabalhadores - CUT
União Nacional dos Estudantes - UNE
Marcha Mundial de Mulheres - MMM
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil - CGTB
Central de Movimentos Populares - CMP
Associação Brasileira de Imprensa - ABI
Confederação das Associações das Associações de Moradores - CONAM
Caritas Brasileira
CNBB/Pastorais Sociais
Comissão Pastoral da Terra - CPT
Conselho Indigenista Missionário - CIMI
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Movimento das Mulheres Camponesas - MMC
União Brasileira de Mulheres - UBM
Coordenação Nacional de Entidades Negras - CONEN
Movimento dos Trabalhadores Desempregados - MTD
Movimento Trabalhadores Sem Teto - MTST
União Nacional Moradia Popular - UNMP
Confederação Nacional das Associações de Moradores - CONAM
Movimento Nacional de Luta por Moradia - MNLM
Ação Cidadania
Conselho Brasileiro de Solidariedade com Povos que Lutam pela Paz - CEBRAPAZ
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - ABRAÇO
Coletivo Brasil de Comunicação - INTERVOZES
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Jubileu Sul Brasil
Movimento pela Libertação dos Sem Terras - MLST
União Estudantes Secundaristas - UBES
União Juventude Socialista - UJS
Evangélicos pela Justiça - EPJ
União nacional de Entidades Negras - UNEGRO
Federação Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB
Pastoral da Juventude do Meio Rural - PJR
Associação dos Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF
Movimento dos Trabalhadores Desempregados - MTD
Confederação Nacional Trabalhadores Entidades de Ensino - CONTEE
Confederação Nacional Trabalhadores da Educação - CNTE
Confederação Nacional do Ramo Químico - CNQ/CUT
Federação Única dos Petroleiros - FUP
Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas - SINTAP/CUT
Associação Nacional de Pós-graduandos - ANPG
Confederação Nacional dos Metalúrgicos - CNM/CUT
Movimento Camponês Popular - MCP
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB
Conselho Indigenista de Roraima - CIR
Federação Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul
Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade
Instituto Nacional Estudos Sócio-econômicos - INESC

sexta-feira 28 de novembro de 2008

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Heloisa fala sobre as eleições 2008

Tiago Paixão | 15 15UTC June 15UTC 2008 | 18:52
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Livro Socialismo, Liberdade e Poder Local

Tiago Paixão | 31 31UTC March 31UTC 2008 | 1:05
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Neste livro, lançado pela Fundação Lauro Campos, destacados militantes do PSOL debatem o tema Socialismo, Liberdade e Poder Local, de olho nas eleições municipais que se aproximam. Em pequenos ensaios, eles dão respostas diferenciadas à questão formulada por Milton Temer: “É possível compatibilizar a disputa institucional do Poder Local com o objetivo estratégico da conquista do socialismo libertário, eixo ideológico referencial de nosso Partido?”. Clique na imagem para baixar.

 

 

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Racismo institucinalizado no Bradesco

Tiago Paixão | 13 13UTC March 13UTC 2008 | 3:48
No banco Bradesco homem não pode ter nenhum pêlo no rosto e o cabelo tem que ser curtinho. Mulher tem que dar um jeito de ter o cabelo liso. Tranças e Mega Hair nem pensar. Eu poderia enumerar vários desdobramentos antiéticos ou ilegais.

  • Negação do direito de construir sua própria imagem, o que é uma violência (discriminação estética)
  • Racismo (mulheres negras com tranças ou Mega Hair são os casos mais graves)
  • Padronização da sociedade baseado na cultura do dominador (homem-branco-burguês-cristão pra ser quase exato)

Isso é política do banco e funciona assim. O Ministério Público aqui da Bahia já provou por meio de provas testemunhais a prática, que é constante, antiga e ajuizou uma ação civil pública (ACP) contra o banco, por discriminação estética e racial.

pestana_naoqueroseratriz.jpg

Segundo relato de funcionários e sindicalistas ao representante do Ministério Público as orientações são bem claras no banco. Mulher de padrão não-branco não pode usar seus cabelos naturais. Tem que embranquecer. Homens não podem deixar de fazer barba nem se tiverem alergia. Se não estiverem nesse padrão não trabalha ninguém. Como em toda a sociedade também se vê no Bradesco poucos negros em cargo de chefia. Funcionário que pensar em contestar qualquer coisa sobe esses absurdos é perseguido com assédio moral ou até demitidos segundo depoimentos. Aqui em Salvador a prefeitura abriu um concurso no qual exigia que o cidadão tivesse todos os dentes. Esse é um outro exemplo de absurdo.
Esse pessoal acredita na versão nazista do darwinismo, qual seja, os fracos (leia-se, negros, feios, deficientes, etc) não tem vez. Só o padrão deve ter sobreviver.
O sindicatos dos bancários da Bahia fez uma pesquisa na qual constatou a insatisfação dos homens em não poder usar barba ou bigode.
Sabemos que os negros em muitos casos na sociedade são contratados apenas por uma cota social para negros. Não é nada obrigatório, mas apenas para dar uma boa imagem ao público. Ai dizemos:

- oh, essa empresa tem responsabilidade social! Ela contrata negros.

Mas sabe porque as empresas fazem isso? Primeiro, ela é um reflexo amostral da sociedade. Ela age assim porque sabe que o público não verá com bons olhos muitos funcionários negros usando cabelos típicos. O racismo parte da sociedade e não das empresas. Ela apenas está se adaptando ao gosto do cliente, pois este é quem manda e tem sempre razão.
Isso é a diaética na sociedade. Uma verdadeira contradição. Ao mesmo tempo em que ela não aceita que uma empresa com vários funcionários não tinha negros, paralelamente ela estimula que o negro não seja incluso, pois acho feio e fica constrangida com tantos negros nos lugares onde ela deveria sentir prazer.
E não tratemos mais o racismo como mais um problema da sociedade. Ele é um problema estrutural da sociedade. A violência nas favelas, no trânsito , etc são conseqüências de uma sociedade desestruturada. Racismo não é conseqüência. É também uma causa. E você, onde guarda o seu racismo? O meu eu estou tratando.

***

Caso a ACP ser acatada, o Bradesco será obrigado a publicar, em jornais de grande circulação na Bahia, e em todas as redes de televisão aberta, em âmbito nacional, uma mensagem de conscientização de que a exigência quanto à não usar barba ofende o direito fundamental dos trabalhadores. Em nota à imprensa, o Bradesco afirma que “não tem conhecimento da propositora da referida ação”. A ação foi encaminhada à 7ª Vara do Trabalho de Salvador, com audiência marcada para o dia 10 de abril. Se condenado, o Bradesco poderá arcar com indenização por dano moral de R$ 100 milhões, referente à discriminação estética, e R$ 100 milhões por racismo.

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Mural de Revolucionários

Tiago Paixão | 5 05UTC March 05UTC 2008 | 9:27

Ampliar foto aqui ou aqui.


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Brasil, um País de Poucos

Tiago Paixão | 6 06UTC December 06UTC 2007 | 23:46
A imagem “http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/11/paraisopolis_foto_de_tuca_vieira_livro_as_cidades_do_brasil.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Link da foto

Essa é uma foto em São Paulo que caracteriza o Brasil e muitos países periféricos do capitalismo. Não é uma foto atípica. Pelo contrário, denota o que o livre mercado e a busca egoísta pelo lucro pregada pelos liberais faz. Se cada um buscar seu próprio interesse, como bem que estão vendo prega a teoria liberal, a sociedade toda ganhará isso ai. Afinal, uns são mais fortes que outros. Um filho rico ganhará quase sempre do filho do pobre na disputa por espaço na sociedade, pois lhe foi conferido melhor estrutura.

Só que o pessoal que está à direita da foto, e que é de direita, esqueceram de combinar com o pessoal que está do lado esquerdo, que assimilam cada vez mais a ideologia dos vizinhos do lado direito. Read the rest of this entry »

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PSDB não é Social Democrata. É de direita

Tiago Paixão | 29 29UTC November 29UTC 2007 | 9:36
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Na semana passada o PSDB fez seu congresso. Alguns pontos interessantes podem ser destacados para mostrar a transfiguração ideológica do PSDB desde a sua fundação. Era realmente um partido social-democrata fundado por parlamentares. Saiu da centro-esquerda para um espectro mais conservador.

  • Dizia claramente em seu primeiro programa partidário que na luta entre capital e trabalho ele tinha um lado, o dos trabalhadores. Hoje admite que não conseguiu ter a simpatia nem inserção nos movimentos sociais;
  • se usava bastante a palavra progressista e hoje não há mais essa palavra no programa;
  • hoje defende no programa o respeito à lei e aos contratos;
  • retirou a questão da desigualdade regional no Brasil de seu programa. Não menciona o problema do Norte e Nordeste;
  • não nega no programa sua ânsia privatista desde a sua fundação. isso permanece;
  • Antes eram à favor do direito de greve e do fortalecimento dos sindicatos. Atualmente criticam qualquer manifestação dos movimentos sociais.
  • Defendiam a prática democrática no partido. Quem toma as decisões são os famosos cardeais (FHC, Serra, Aécio, Tasso, Alckmin, e outros parlamentares importantes)

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Em defesa de Chávez e do Socialismo Internacionalista

Tiago Paixão | | 9:31
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Hugo Chávez domina os noticiários políticos no mundo inteiro. Todo mundo tem opinião sobre ele. São quase todos contra. Mas se perguntaram por que são? Vou responder.

A grande mídia oligopolista no mundo inteiro é pró-capitalismo e contra qualquer manifestação popular ou em nome da maioria da população. Como essa mídia é contra qualquer projeto de esquerda, automaticamente será contra Chávez. A eleição é boa, mas se ganhar um socialista ele deve ser deposto? Que bela idéia de democracia da burguesia!

Como as pessoas lêem mais essa mídia, tendem a acreditar na versão que ela conta, com todas as verdades, meias-verdades e omissões propositais. Eu vejo pessoas que possuem pouco conhecimento de política e história dizendo a torto e a direito que são contra Chávez. Como não ser contra se assistem notícias chamando o presidente eleito de ditador e o demônio que veio irradiar o mal pelo mundo?!

Essa mídia aplaudiu o golpe midiático/militar que Chávez sofreu por dois dias em 2002. Agora vêm hipócritamente argumentar contra Chávez com a bandeira da democracia. Podem até ser contra mas não usem esta bandeira. É uma afronta à inteligência humana e uma tentativa de manipulação das pessoas. Read the rest of this entry »

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Homenagem a Che - Revolucionário Marxista

Tiago Paixão | 9 09UTC October 09UTC 2007 | 18:10
Hoje faz 40 anos da perda desse exemplo de militante socialista para as forças burguesas. Sempre que vejo um vídeo com Che eu choro. Penso na luta dos socialistas na luta pela libertação dos trabalhadores que sofrem diabos nas mãos dos facínoras do capital. Este foi o marxista mais influente do século vinte ao lado de Lenin, Gramsci e Trotsky. Está ai o que queria ter sido e AINDA não fui. Ele foi médico, ministro das finanças, ministro do exterior, presidente do Banco Central Cubano e, acima de tudo, um Socialista Revolucionário com imenso caráter e amor pela humanidade.Compilei abaixo alguns vídeos com o comandante Che Guevara.

Homenagem a Che

Discurso aos estudantes (em espanhol)

Discurso na ONU (em espanhol)

Carta de despedida de Che (em espanhol)

Tiago Paixão

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Batismo de Sangue

Tiago Paixão | 4 04UTC October 04UTC 2007 | 0:59

Assisti esse filme 5:00 da manhã. O dia amanhecendo e atmosfera do meu quarto somava-se a uma atmosfera sombria do filme. Esse filme fortaleceu ainda mais meu sentimento de socialista revolucionário. Há uma elite perversa e sanguinária. Freis franciscanos foram vanguarda na esquerdização de uma ala da Igreja Católica no Brasil. Esse filme é baseado no livro homônimo de Frei Beto e conta uma história real.

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Revista Veja se declara Nazista

Tiago Paixão | 2 02UTC October 02UTC 2007 | 21:47

Com uma capa como essa a revista Veja e a editora Abril demonstram o total desequilíbrio editorial, desconhecimento histórico e/ou desonestidade intelectual. Estudantes queimaram hoje a revista na porta da sede da empresa no bairro Pinheiros da capital paulista. A matéria é repugnante e digna de ser chamada de nazista. A revista não dá nem os contra-argumentos de suas acusações, o que em si a desqualifica enquanto matéria jornalística “imparcial”. Mas é compreensível e sabemos para quem ela fala: pra nossa triste classe média, que é branca, diga-se de passagem. Read the rest of this entry »

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